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Artigos com o marcador Pesquisa
Açaí está cada vez mais longe da mesa dos pobres!
10/02/10
Açaí está cada vez mais caro em Belém
Foto: Divulgação
O açaí está cada vez mais proibitivo para os consumidores paraenses de baixa renda. Segundo pesquisa divulgada hoje (10) pelo Dieese/PA, o litro do produto começou o ano em alta generalizada, encarecendo mais de 5% só em janeiro. O aumento dos preços atingiu tanto o açaí mais grosso, tipo “papa”, o médio – mais consumido pelo paraense – até o mais fino.
A pesquisa foi realizada em 25 pontos diferentes de vendas, envolvendo feiras livres, mercados e supermercados na grande Belém. Foi observado que nestes lugares o açaí chega a ser vendido a R$10.
O Dieese, que estuda o comportamento dois preços do açaí há duas décadas, aponta como uma das causas do aumento de preços a falta de uma política mais ampla que abranja a produção e a comercialização do produto no Estado.
Em janeiro do ano passado, o açaí “do médio”, por exemplo, – mais consumido pelo paraense – custava em média R$ 6,40 na grande Belém. Em dez/2009 foi comercializado em média a R$ 6,64 e no mês passado (jan/2010) foi comercializado em média a R$ 7,66. Com isso o litro de açaí “do médio” apresentou um reajuste de preço no mês de janeiro deste ano em relação a dezembro de 2009 de 15,36%.
NA MESA
A produção paraense de açaí em caroço alcançou no ano passado mais de 500 mil toneladas/ano, a maior do país. Mais de 90% de todo o açai produzido nacionalmente sai do Pará, o que significa 100 mil empregos gerados na cadeia produtiva, direta ou indiretamente.
Segundo o Dieese, a alta dos preços não deve parar por ai: em função do período de entressafra, em maio, a tendência é de mais reajuste nos próximos meses.
(Diário Online)
“Governo quer destruir ensino superior” (O Liberal)
11/05/08
Ciro Corrêa diz que os recursos estão indo para as instituições privadas.
Qual o montante de dinheiro que gira em torno dessas fundações?
Passam por elas entre 20 a 30% do valor do orçamento oficial público da instituição pública de ensino. É muito dinheiro que, se fosse investido diretamente nas universidade públicas, poderia fazer com que, por exemplo, dobrasse a qualidade de suas instalações, a capacidade de pesquisa e de alunos. A questão fundamental é a seguinte: a hora em que o governo faz opção por não financiar o ensino e a pesquisa, ele lança uma série de propostas ou desculpas para chamar a atenção da comunidade acadêmica e da sociedade, de que ele está preocupado com essa questão que é fundamental para toda a Nação: ter instituições sólidas de ensino, pesquisas de qualidade e desenvolvimento técnico que permita avanços industriais, principalmente. Por isso, afirmar estar preocupado com a educação à distância. Cria o Prouni para dar bolsas e possibilitar aos estudantes carentes o acesso a universidades privadas, que não têm qualidade. Em contrapartida, isenta essas faculdades de impostos, quando ele poderia recolher esse tributo e investir na qualidade da universidade pública e colocar mais estudantes para estudar gratuitamente nelas. O governo cria o Programa Reuni, voltado para o desenvolvimento e incentivo do sistema federal de educação, mas quando se observa seus dados, conclui-se que na verdade, o que o governo está fazendo é interferir na autonômia da gestão econômica e financeira das universidades. O investimento de R$ 2 bilhões em cinco anos prometido para aquelas universidades que se comprometerem com a meta de expansão, com uma taxa de evasão de 10%, é fantasiosa. Essa taxa não existe em nenhuma universidade de qualidade do mundo. Nas universidade da Europa, a taxa de evasão é de 40%. No Brasil, ela é de 50%. Então, não estamos tão mal assim. Portanto, quando o governo diz que quer implantar uma taxa de evasão de 10%, está querendo destruir o ensino superior, da mesma forma que fez com o ensino fundamental e médio, passando os estudantes de uma série para outra de qualquer jeito.
Qual costuma ser a relação das universidade públicas com essas fundações de apoio à pesquisa?
É uma relação totalmente irregular, a ponto do dirigente da universidade pública acumular cargos dentro das fundações privadas, o que é vedado pela Constituição Federal. Essas instituições, por sua vez, atuam dentro das universidade, usando seu espaço físico, sua infra-estrutura, seu corpo de funcionários, com a total conivência da administração universitária e do governo, para atender uma demanda localizada do setor mercantil.
O que deveria ser feito para acabar com essa relação desvantajosa para as universidade públicas?
É preciso que a comunidade acadêmica, a população e a mídia cobrem do governo mais investimentos na educação. Não há solução se não houver investimentos, porque os recursos existem, eles estão aí, indo para as instituição privadas. É ridículo e irrisório o montante de investimento que o governo destina ao ensino superior público no País. É necessário haver mais recursos para tentar se resolver a questão dos baixos salários, que levam os professores a ir atrás de complementação salarial. Não é difícil resolver esse problema. É apenas uma questão de opção política, e infelizmente este governo tomou o caminho de favorecer ainda mais o capital privado, em relação aos governos anteriores.


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